Não gosto do uso do termo ‘modinha’ para falar sobre os
livros que estão em destaque nas livrarias e que todos estão lendo e
comentando. O livro está na moda? Sim, mas usar o termo ‘modinha’ é como se
isso fosse algo negativo. E não é.
Os livros que são modinha, best seller ou de literatura de
massa, costumam ter uma linguagem mais simples e um enredo menos complexo, é
por isso que ele conquista um numero maior de leitores. Mas não há motivo para
que se crie um preconceito em cima disso, muito menos em cima das pessoas que
consomem esse tipo de literatura.
Não venha com o argumento raso que modinha não agrega nada a
ninguém. Você sabia que um gibi agrega benefícios a um leitor? Imagina um livro
de duzentas páginas? Além de vocabulário, os livros ajudam na criatividade do
leitor. É claro que um livro que faça alguma crítica ou uma análise mais
aprofundada sobre um tema poderia adicionar mais benefícios, mas se a pessoa
não for ler um livro assim, que pelo menos leia o que está em pauta.
A literatura de massa é ótima para leitores iniciantes, os
capítulos curtos, palavras claras e uma narração simples prendem o leitor que
não está habituado a ler. Imagina quantas garotas começaram a ler por causa da
saga Crepúsculo? Esses livros são escritos para vender e a publicidade em cima
deles trabalha para que isso aconteça. É claro que visto assim, o livro não se
parece nem um pouco com um clássico, e não é. Nem o autor tinha essa intenção.
Tendo em mente que esses livros foram escritos para entreter, eles estão
fazendo um ótimo trabalho. Não há mal nenhum em ler para se entreter.
Você pode não gostar de um livro porque a história não te
cativou, mas pelo simples fato de ser modinha, é um argumento bem superficial.
Não vou dizer que leio todos os livros que estão comentando por aí, “A Culpa é
das Estrelas” foi um que não me encantou e não li. Mas Harry Potter é um livro
que é moda até hoje, li e gostei.
Não preciso falar da riqueza de um clássico e quão bom é ler
um livro que tem qualidade no enredo, na narração e na escrita, mas tudo tem o
seu tempo. Ninguém começa lendo clássicos, o leitor precisa ter repertório
suficiente para ler e apreciar uma obra consagrada.
Que nunca leu um livro, que atire a primeira pedra.
Um brinde à literatura de massa!
