As garotas passaram boa parte do dia lendo tudo que podiam sobre o que era um Ankou e sobre o assassinato do pastor.
— Olha isso:"Quando o Ankou aparece, ele não vai embora de mãos vazias."
— Onde leu isso?
— É um proverbio irlandês.
— Mas queria entender a ligação disso tudo com a morte.
— Temos que investigar a fundo oras, já pedi para chamar seu namoradinho para eu explicar minha ideia.
Olive ligou para o namorado clandestino e o convidou a se encontrar com ela e a amiga em uma cafeteria. As duas logo chegaram no local marcado e ficaram esperando pelo rapaz. O cheiro forte de café invadia suas narinas de forma intensa quase as puxando como em desenhos animados.
— Um expresso por favor.
— Dois.
Pediram a uma moça que passava com o uniforme do local. Minutos depois de terminarem seus expressos a porta se abriu deixando uma brisa gelada entrar e Thomas entrou seguindo até elas.
— Qual foi?
— Que simpatia hein.
— Live sou mesmo obrigado a aguentar essa garota?
— Sim. Senta.
— É o seguinte, para descobrirmos mais sobre o assassinato precisamos invadir o antigo gabinete do meu pai. Fiquei sabendo que todos os arquivos estão no cofre lá.
— E qual a senha?
— Eu tenho ela.
— Eles não mudaram depois que seu pai morreu?
— Sim, mas como minhas mãe ainda tem alguns pertences lá eles deram a nova senha pra ela.
— Povo burro, deixar uma senha importante dessa perto de uma pestinha como você.
— Cala a boca Tho
Lisa explicou para eles com uma planta da prefeitura como tudo seria feito, seria feito naquela noite mesmo. Logo teriam tudo que precisavam para começar a entender completamente o que havia acontecido.
No caminho de volta para a casa Olive levantou uma questão que afligia as duas.
— E se acharmos quem fez isso?
— Ai será com a policia.
— Isso não me inspira confiança.
— Nem a mim, mas não posso prender ninguém,